IPCA

Já é Natal! - Roberta Montello Amaral

Mais um ano se passou! O Natal está aí, batendo às nossas portas, e devemos pensar em como começar o ano com o pé direito. Bom, como já é de praxe, costumo recomendar que, nesta época, sejam evitadas (ou pagas) dívidas, que se poupe um pouco para os gastos que estão para acontecer: gastos com o ano novo, férias, compra de material escolar, etc. “Noves fora”, ainda assim teremos os gastos com os presentes de Natal. Mas o que seria razoável gastar nesse ano?

Um bom começo é relembrar o que gastamos no final do ano passado. Eu, por exemplo, costumo fazer uma planilha de previsão de gastos com presentes (discriminando quem será presenteado e quanto estimo gastar com cada um) e gastos de fato efetuados. Ontem encontrei minha planilha para usar como base para o orçamento da verba “Natal” de 2014.

Mas, se considerarmos apenas a verba do ano anterior, estaremos desconsiderando que os preços são bastante diferentes do ano passado para cá. Sendo assim, vale a pena incorporar a inflação do ano que se passou como uma base para o seu orçamento de Natal deste ano. Podemos usar, por exemplo, o IPCA, a inflação oficial do governo que, nos últimos 12 meses foi de 6,56%. Ou, já que temos uma realidade diferente da média do país e podemos nos dar ao luxo de ter um indicador de inflação específico para Teresópolis, podemos usar o nosso IPC-FESO (índice de preços ao consumidor de Teresópolis), cuja projeção para 2014 é de 3,6%. Isso significa que, para cada R$ 100 gastos em 2013, deveríamos gastar, neste ano, R$ 103,60. Se você gastou R$ 500 com presentes, basta multiplicar o valor por 5 (R$ 518), ou, se gastou R$ 1.000, multiplique por 10 (R$ 1.036).

O pão nosso de cada dia nos dai hoje - Roberta Montello Amaral

O pão é, talvez, um dos alimentos assados mais antigos que o homem é capaz de fazer. E, acredito eu, o mais democrático, pois agrada a todas as culturas e classes sociais. Não tem apenas uma apresentação, muitas vezes tem aspectos que caracterizam o local onde foram criados (temos pão francês, italiano, australiano, árabe, entre outros). Vilão entre as dietas, mas grande aliado daqueles que têm pressa ou gostam de um lanchinho no meio da tarde ou no final da noite.

Como não poderia deixar de ser, o governo reconhece essa importância e inclui no cálculo da cesta básica a variação dos preços do pão francês. Esta variação é proporcional à quantidade de pães que uma família tipicamente brasileira costuma consumir todo mês. Só por curiosidade, você sabe qual a quantidade de pão que sua família consome todo mês? Você sabe quanto do seu orçamento pode ser creditado a este “inofensivo” alimento? É isto que vamos investigar neste mês.

A decisão de ampliar os indicadores calculados pelos estudantes dos cursos de Administração e Ciências Contábeis do UNIFESO gerou a necessidade de coletar os preços mensais do pão francês. Esta necessidade se deu em função da decisão de incorporar à rotina de cálculos a apuração do IPC/CB-FESO, ou seja, de medir a variação de preços em Teresópolis da cesta básica medida pelo governo. O pão francês era um dos poucos itens que estavam listados na cesta básica, mas que não incluíamos na nossa medição mensal. Você tem ideia de qual a quantidade indicada pelo governo para representar o consumo mensal de pão francês de uma família? Pasme: 6 Kg!