educação

Novo ano letivo, bem-vindas disciplinas semipresenciais - Carmem Quintana

Você nem bem iniciou sua vida como universitário ou apenas sonha em um dia chegar lá e já ouve nomes bem estranhos: aprendizagem ubíqua, disciplina semipresencial, netiqueta, linguagem dialógica... O que é isso? Afinal você sempre procurou um curso presencial e espera uma sala de aula convencional com um professor lá na frente explicando os conteúdos. Acredita  até que exista um pouco de novidade no ensino superior, mas... que mudanças são essas? 

Várias, meu caro (futuro) universitário. Vamos começar pela mais esquisita: aprendizagem ubíqua. O nome é estranho, mas seu significado diz muito, pois ubíquo é aquilo que está ou pode estar em toda parte, ao mesmo tempo. Começou a fazer sentido? 

Que tal um exemplo? São ubíquas as redes de dados que integram sinais de Internet, TV, rádio e vários dispositivos móveis.  Até aí tudo bem, mas e a vida universitária? Por que agora você aprenderá assim?

A literatura na escola - Gicele Faissal de Carvalho

Era uma vez... a leitura na escola.

Ler o mundo, ler à sua volta, ler o anúncio, a loja, o panfleto.

Ler a música, a imagem, a poesia, a história.

Ah! Quem não gosta de ouvir histórias...

Histórias são verdades que se encontram na memória de cada um de nós.

 

A identificação de cada tema quase sempre vem ao encontro da história de vida do leitor. Algumas histórias trazem emoções importantes como a tristeza, a raiva, o bem estar, o medo, a alegria, a insegurança, a tranquilidade e tantas outras mais que possibilitam o desatar de nós do mundo real, naturalizando o mundo irreal.

Observatório Educacional

Ser pedagogo é uma arte: a arte de ensinar

Mônica Corrêa *

 

Foi-se o tempo em que as crianças quando perguntadas sobre seu sonho de profissão futura diziam: quero ser professor! Por que isso mudou? Será que ser professor hoje em dia é lidar com desrespeito, desatenção, desacato?

Na atualidade devemos ser um artista na vida e na profissão. Um sujeito que vê, sente, realiza e ouve. Olavo Bilac, num de seus poemas diz: “Então, para ser artista é necessário desenvolver o sentir, a visão, o olhar ou o ouvir... Ser capaz de ver e ouvir as estrelas”. Ser professor é ser um artista e entrar em cena no cotidiano de nossas crianças e jovens, no palco do conhecimento, saber postar a voz, sintonizá-la na frequência certa de seus alunos, criar carismas fascinantes na intenção incansável de sinalizar saberes, valores e atenção aos ensinamentos. O professor forma e informa. É capaz de transformar uma sociedade no sentido mais nobre do educar, certo que colherá frutos no futuro, pois é ator na arte de ensinar. Todos nascemos artistas. Difícil é manter-se artista durante a vida.

Criança e televisão. Problema ou solução? - Maria Terezinha Espinosa de Oliveira

A evolução tecnológica tem transformado de forma significativa as relações das pessoas com os conhecimentos que transitam pela mídia televisiva. As crianças, em especial, estão mergulhadas neste mundo tecnológico. Nascem imersas neste universo, não encontrando dificuldades para se comunicar ou se expressar, onde tudo ocorre com facilidade e agilidade. A presença da mídia televisiva no cotidiano das crianças provoca mudanças nas relações familiares, bem como promove o consumo excessivo e por vezes desnecessário. 

A televisão ocupa um lugar especial nos lares brasileiros. Geralmente fica em um lugar central, como no meio da sala e em alguns casos no quarto, ocupando um lugar estratégico para que ao se acomodar as pessoas possam visualizá-la com perfeição. Com espaço tão privilegiado muitas vezes o diálogo nas famílias se perde.

Escola-Família: relações complexas - Maria Aparecida Moreira Bastos Catão

O “jogo de empurra e empurra” em que a família e a escola culpam uma à outra na formação da criança e do adolescente suscitou questionamentos sobre essa complexa relação. A família coopera com os educadores e com a escola na  busca de soluções para as dificuldades pedagógicas? A escola apresenta oportunidades e estratégias para acolher a família e a comunidade? O que implica na aproximação cooperativa entre escola e família nos dias atuais?  Em pesquisa realizada no Curso de Especialização de Gestão e Organização da Escola vinculada à temática apoio na relação entre escola-família-sociedade, um grupo de professores foi ouvido com objetivo de identificar as suas percepções, inquietações e expectativas em torno da relação família-escola. Os professores de escolas públicas dos anos iniciais do ensino fundamental cooperaram com o estudo, avaliando as implicações dessa relação  em diferentes aspectos do processo de ensino-aprendizagem dos alunos.