Advocacia Humanitária - Cláudia Aguiar Britto

Etimologicamente, “advogar” tem sua origem no latim advocare, que significa acudir, proteger, interceder por alguém. No direito arcaico, o advogado (ad-vocatus) era aquele que era chamado para ajudar quando necessário. Nos longevos períodos da civilização humana, o exercício da advocacia sempre representou a força motriz que protegia e auxiliava os mais vulneráveis e desprotegidos, fosse intervindo nos julgamentos, defendendo seus direitos ou até mesmo evitando conflitos de interesses. O advogado tinha, assim, grande valor na resolução dos assuntos, primeiramente na Grécia antiga, onde o cidadão poderia receber o auxílio de um amigo (amici) que lhe ajudasse nas suas explicações perante os juízes.

Novo ano letivo, bem-vindas disciplinas semipresenciais - Carmem Quintana

Você nem bem iniciou sua vida como universitário ou apenas sonha em um dia chegar lá e já ouve nomes bem estranhos: aprendizagem ubíqua, disciplina semipresencial, netiqueta, linguagem dialógica... O que é isso? Afinal você sempre procurou um curso presencial e espera uma sala de aula convencional com um professor lá na frente explicando os conteúdos. Acredita  até que exista um pouco de novidade no ensino superior, mas... que mudanças são essas? 

Várias, meu caro (futuro) universitário. Vamos começar pela mais esquisita: aprendizagem ubíqua. O nome é estranho, mas seu significado diz muito, pois ubíquo é aquilo que está ou pode estar em toda parte, ao mesmo tempo. Começou a fazer sentido? 

Que tal um exemplo? São ubíquas as redes de dados que integram sinais de Internet, TV, rádio e vários dispositivos móveis.  Até aí tudo bem, mas e a vida universitária? Por que agora você aprenderá assim?

A colheita - Roberta Montello Amaral

 

O último trimestre de 2015 foi bastante conturbado. Parece que conseguimos criar uma máquina do tempo e voltamos cerca de 30 anos, direto para o meio da década de 80 e início dos anos 90. Voltamos a uma crise com preços em aceleração e perspectiva de baixíssimo crescimento (talvez até retração) do PIB. Mas quando entramos em um novo ano costumamos renovar nossas energias e esperanças. Sendo assim, o que precisamos buscar neste novo ano que começa?

O primeiro passo é lembrar da velha, mas atual, expressão que guia os economistas: “Não existe almoço de graça”. Se não existe nada “de mão beijada”, então é preciso reconhecer nossos erros do passado para buscar um meio de corrigi-los e, então, sair da crise. Nossa situação não é fruto do acaso, contribuímos, e muito, para chegar a esta situação.

Quer ver como tenho razão? Quem nunca desejou passar em um concurso público? Quem não conhece alguém beneficiado pelo programa Bolsa Família? Quem não recomendou a um amigo ou parente que buscasse um empréstimo imobiliário na Caixa Econômica porque ela tem juros menores? Quem não incentivou um conhecido a usar financiamento estudantil (FIES) ou uma bolsa do governo (PROUNI) para garantir sua vaga na universidade? Quem não tentou burlar o pagamento de impostos? Pois bem, tudo isso junto (e mais algumas coisas, é claro), contribuiu para chegarmos onde estamos. E qual seria a solução?

Saiba onde e quando você pode cursar a disciplina optativa de LIBRAS

Informações sobre a disciplina de Lingua Brasileira de Sinais - Libras que será ofertada, como optativa, para todos os estudantes dos cursos de graduação do UNIFESO.

Carga horária semestral: 40 horas
Número máximo de alunos por turma: 40
Prazo de inscrição: 15/02 a 01/03/2016
Local de inscrição: Protocolo Geral
Dias da semana, horários e locais de oferecimento:

Terça-feira-de 18h às 19:40h - Campus Quinta do Paraiso
Quarta-feira de 18h às 19:40h - Campus Pró Arte
Quinta-feira de 18h às 19:40h e de 20h às 21:40h - Campus Sede

Cultura afro-indígena: é preciso conhecer e respeitar! - Ronaldo Sávio Paes Alves

Mais uma vez, uma figura pública é vítima de racismo. Agora foi o jogador Neymar, hostilizado em campo no último dia 2. Antes disso, outros ilustres jogadores viveram o mesmo constrangimento. Mas isso não acontece só nos esportes, e somente na Europa. Constantemente, cenas de preconceito dos mais variados tipos ocorrem em todo Brasil, principalmente nas redes sociais.

O racismo é uma “chaga histórica”. Resultado da criação de uma sociedade imposta pelo invasor europeu, sobre os nativos, e estruturada com mão-de-obra escrava negra africana. Isto as aulas de História nos ensinaram. Mas o que se percebe daí por diante, é a reprodução de uma relação onde “uns poucos se acham superiores a tantos outros”, e a ideia de inferioridade de negros e índios. Este erro conceitual na sociedade faz aumentar uma clivagem baseada na injustiça, na falta de oportunidades, e na violência, seja ela física, das palavras ou de “brincadeiras”.

Todos nós conhecemos um sem-número de grosseiras piadas racistas, preconceituosas, e que agridem também outras “minorias”. Na mesma proporção, encontramos aqueles que alegam: “Antigamente se brincava com isso, e era tudo brincadeira!”. Ok! Mas agora a brincadeira perdeu a graça, se é que um dia teve! Será que as pessoas das tais piadas achavam graça? Ou se sujeitavam a esta condição, sem forças para reagir?

Numa espécie de “regressão social”, este estado de coisas deixou o campo da “brincadeira” e passou para a violência de fato! Será que a menina vítima da intolerância religiosa no Rio de Janeiro, no ano passado, achou normal ser apedrejada por um grupo de fanáticos religiosos?

A contribuição do pensamento grego para a formação moral - João Cardoso de Castro

Muito pode se falar sobre o certo e o errado, e em nosso dia-a-dia julgamos, consciente ou inconscientemente, pessoas a nossa volta, seus hábitos e comportamentos. Quando se trata de filosofia, por sua vez, questiona-se como deveríamos viver, quais os comportamentos ideais e se existe uma disciplina filosófica que poderíamos chamá-la de prática, esta seria, sem dúvida, a Ética. Toda reflexão que pretende identificar a melhor forma de viver e conviver se articula, necessariamente, com o estudo da moral. 

É lugar comum a ideia de que a crise ética que vivemos nos dias de hoje tem sua origem na perda de valores e normas que, de alguma forma, vem à tona no período moderno, com o surgimento de sociedades complexas, com uma pluralidade de crenças, ideologias e comportamentos. O advento da Reforma, por exemplo, (e das inúmeras correntes protestantes oriundas deste processo) cria uma cisão no Cristianismo, que fundamentava-se como principal referência ética desde a Antiguidade. Outros sugerem que esta crise "espiritual", sem precedentes, que atinge a civilização ocidental seja fruto da irrefreável produção de bens materiais e simbólicos que, amarrados a uma visão liberal, é capaz de fazer “brotar” em nós uma ambição quase capilar por toda esta parafernália produzida. 

Pecado Capital - Roberta Montello Amaral

Quem lembra da música “Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval...”? Pois bem, diante das últimas declarações dos governos Federal e Estadual e da calamitosa situação em que nossa cidade está, por conta de falhas graves com o uso do dinheiro público no último governo, esse verso não sai da minha cabeça.

A música, do grande Paulinho da Viola, que poderia retratar parte da atual situação econômica brasileira, já foi tema de uma novela. Você, se for menor de 40 anos, talvez não saiba, mas esta composição foi tema de abertura da novela “Pecado Capital”, de 1975. A novela, escrita por Janete Clair, falecida há mais de 30 anos, na verdade substituiu outra (Roque Santeiro), vetada pela censura porque retratava uma grave crise que vivíamos. E lá se vão 40 anos.

A história original ganhou uma nova versão em 1998 pelas mãos de Glória Perez. Nossa história econômica atual também pode ser classificada como um remake dos anos 90. Nem o grande avanço conseguido com a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) foi capaz de conter a fúria de um Estado cheio de vícios esquerdistas e que leva suas ações paternalistas ao extremo.

Mudança climática, mudança de vida - Luiz Antônio de Souza Pereira

O ano de 2015 será o mais quente da história da humanidade. Algo que deixou de ser novidade, uma vez que a última década apresentou 7 das 10 maiores temperaturas já registradas. O que causa o aumento da temperatura global? Quais suas consequências? O que estamos fazendo? 

A partir da Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, na segunda metade do século XIX, a humanidade pouco a pouco tornou-se dependente dos combustíveis fósseis. A queima do carvão e do petróleo, principal fonte energética da atualidade, libera na atmosfera gás carbônico, mais especificamente o dióxido de carbono (CO2), represado no planeta por milhões de anos. Esse gás é o principal responsável pelo efeito estufa. Segundo cientistas, quanto maior for a concentração desse gás na atmosfera, maior será a temperatura do planeta.

Um pequeno aumento da temperatura pode parecer algo insignificante, mas foram necessários poucos graus para encerrar a última era glacial. A temperatura média do planeta subiu 1° Celsius desde a Revolução Industrial. Mesmo que parássemos de liberar o CO2 hoje, a temperatura ainda aumentaria 0,5°C. Se não mudarmos o nosso padrão energético e estilo de vida, é provável que em 2010 a temperatura esteja até 4°C mais elevada.

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