Palestra do curso de Direito

O curso de Direito promove a palestra “Colômbia na Atualidade: justiça de transição, processo de paz e a influência do passado”, no dia 30 de junho, a partir das 19h. A atividade acontece na Sala do Tribunal do Júri, no sexto andar do prédio Flavio Bortoluzzi de Souza, com a participação dos palestrantes Michel de La Rosa e Jose Carlos Sebe Bom Meihy.

Há seis anos... - ​Roberta Montello Amaral

Era uma vez um país em que era possível comprar, com R$ 100, 3Kg de carne, 4L de leite, 2Kg de feijão, 2Kg de arroz, 1Kg de farinha, 3Kg de batata, 5Kg de tomate, 3Kg de pão, 500g de café, 20 bananas, 1Kg de açúcar, 1 garrafa de óleo e 400g de manteiga. Seis anos e três meses depois, neste mesmo país, este conjunto de produtos custava R$ 205, mais do que o dobro.

Neste país, depois de pouco mais de seis anos, caso uma determinada família não tivesse mais do que R$ 100 para gastar com alimentação só poderia comprar: 1Kg de carne, 2L de leite, 1Kg de arroz, 1Kg de feijão, 1Kg de farinha, 1Kg de batata, 2Kg de tomate, 1Kg de pão, 500g de café, 20 bananas, 1Kg de açúcar, 1 garrafa de óleo e 250g de manteiga. Isso quer dizer que, neste país, a inflação, o aumento de preços, foi capaz de corroer a capacidade de compra dos salários de modo que, em menos de uma década, a mesma quantidade de moeda só conseguiria comprar metade dos produtos.

Você deve estar esperando as notícias boas, afinal, uma boa história sempre começa com uma situação negativa que vai melhorando com o passar do tempo. Mas isso não aconteceu. Na verdade, alguns dos cidadãos deste país comemoravam o fato de ainda serem capazes de comprar parte de seus alimentos, já que uma significativa parte de sua população economicamente ativa, cerca de 11%, ou seja, pouco mais de uma em cada 10 pessoas, não tinha renda, estava desempregada.

A crise política e o sistema eleitoral brasileiro - Igor Cervasio Gouvêa

  “... ora, os sistemas eleitorais não filtram caráter ou competência parlamentar, apenas traduzem a capacidade diferencial dos candidatos em acumular votos” (Wanderley Guilherme dos Santos).

 

Às 6h33mim do dia 12 de maio último,  o Senado federal aprovou — após mais de vinte horas de sessão — a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Foram 55 votos a favor e 22 contrários. A partir dessa data, a Casa tem 180 dias para julgar o mérito da questão e confirmar, ou não, o afastamento da presidente. Esse foi mais capítulo de uma grave crise política a qual o país atravessa e que teve início ainda durante a campanha eleitoral, quando a radicalização levou a uma situação de embate e tensão entre a chapa vencedora e a derrotada, ambas com seus respectivos aliados.

A posse da presidente não mudou tal cenário, ao contrário,  pois outros problemas surgiram, como a eleição do deputado Eduardo Cunha para presidência da Câmara dos Deputados, contrariando os interesses do governo. Entretanto, o início do fim se deu com o rompimento da presidente Dilma Rousseff com seu vice Michel Temer, o que acabou levando o PMDB — de forma lenta, porém inevitável — para a oposição, com todas as consequências que o ato acarretou.

(Re) pensando a educação no século XXI - Cristina Grigorowsky Botelho

A profissão de professor sempre exigiu muito dos seus integrantes, pois além de possuir a capacidade de ensinar, de saber interagir com os alunos, incentivar a motivação e a curiosidade de aprender dos mesmos, o professor precisava lidar com as diferenças de ordem étnica, social, religiosa, física e outras. Hoje tudo isso ainda é necessário, mas com um agravante: alunos que não frequentavam a escola devido às suas deficiências ou diferenças tornam-se cada vez mais frequentes nos bancos escolares. Isso vem contribuir para mais uma atribuição do professor: conhecer as diferenças dos alunos e saber quais são as suas necessidades educacionais específicas e assim poder ajudá-los da melhor forma possível. É uma tarefa árdua, dizem os educadores. Como lidar com essa nova realidade?

O retorno da CPMF - conhecendo o Estado brasileiro - Ricardo Pereira de Sousa Lobato

A Constituição Brasileira de 1988 traz em seu artigo 1º a seguinte redação: “Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito...”. Nessa concepção, os entes federativos (União, Estados, DF e Municípios) possuem uma esfera própria de atribuições exercidas com autonomia utilizando recursos financeiros próprios. Por conta disso, a Constituição Federal discriminou de forma rígida as receitas tributárias dos três níveis de governo de modo que cada ente federativo está autorizado, somente, à criação dos tributos previstos de forma expressa na Constituição Federal. Essa aptidão para a criação de tributos é denominada de competência tributária. Esse tema sempre que possível levo para a sala de aula, provocando meus alunos, estudantes dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito do UNIFESO a exporem suas ideias.

Entretanto, apesar da lei, sempre existiu um quadro de ineficiência do Estado na aplicação dos recursos arrecadados dos contribuintes, por meio dos tributos previstos. Não conseguindo cortar gastos públicos, o Estado direciona a conta para os contribuintes, elevando a carga tributária dos impostos e contribuições já previstos e criando novas cobranças para serem suportadas pela população.  A atual proposta em discussão para resolver esta questão é o retorno da CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira).

Café Pedagógico do CCHS

Com o tema “Inclusão e Acessibilidade Plena”, acontece no dia 25 de junho o Café Pedagógico do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS) do UNIFESO. A atividade acontece no Auditório do Campus FESO Pro Arte, a partir das 9h, e vai tratar de temas como “Estatuto da pessoa com deficiência”, “Indicadores do MEC” e “Acessibilidade Arquitetônica no UNIFESO”. 

Tema: Inclusão e Acessibilidade Plena
 
Data: 25/06
Horário: Das 9h às 13h
Local: Auditório do Campus FESO Pro Arte
 
Programação:
9h - Abertura - Profa. Ana Maria Gomes de Almeida
9h15 - Estatuto da pessoa com deficiência - Profa. Caroline da Rosa Pinheiro
10h - Indicadores do MEC - Profa. Ana Maria Gomes de Almeida
10h30 - Intervalo
10h45 - Acessibilidade Arquitetônica no UNIFESO - Engenheira de Segurança do Trabalho  Ludmylla Bastos Rocha de Souza
11h15 - Estrutura e atendimento no NAPPA - Profa. Gicele Faissal de Carvalho e Pedagoga Rosângela Pimentel Guimarães Crisóstomo
12h - Plenária
13h - Encerramento

Edital de Concurso de Estágio de Monitoria (DIREITO) – 2016.2

A Diretora do Centro de Ciências Humanas e Sociais, no uso de suas atribuições como Presidente do Conselho de Centro, faz saber que se encontram abertas as inscrições para a realização do concurso de Estágio de Monitoria

I - Objetivos

Desenvolver atividades que estimulem a iniciação científica através da participação na investigação sistemática conduzida pelos docentes em seus projetos; - Iniciar a produção científica na pesquisa, na elaboração de subsídios teóricos – conceituais e de elementos técnico–metodológicos vinculados às áreas ou núcleos curriculares em uma disciplina ou atividade específica, e - Introduzir o estudante no exercício de docência, em ações de caráter teórico, prático e de extensão comunitária. 

II - Requisitos 

- Estar regularmente matriculado no Curso de Graduação em Direito do CCHS;

- Ter cursado a(s) disciplina(s) ou área(s) temática(s) pretendidas, ou estar cursando, tendo como pré-requisito a obtenção de aprovação até final do semestre em curso. 

Clique aqui e veja o edital completo!

A calmaria - Roberta Montello Amaral

Dizem que depois da tempestade vem a calmaria. Ou será antes?

No mês passado fiz uma análise sobre o que esperar para o curto prazo depois que a continuidade do processo de impeachment foi aprovado pela Câmara dos Deputados. A inflação de março foi extremamente elevada e indicava uma elevação compatível com os meses mais apreensivos dos anos 80 e 90. A expectativa era de elevação da Bolsa de Valores e queda do dólar. O que de fato aconteceu 15 dias depois?

O Ibovespa, índice que mede a variação média das cotações das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, na quarta-feira, dia 20 de abril, três dias após a votação da Câmara, havia subido cerca de 1%. Isso equivale a uma taxa anual de quase 160%. Bom, né? Imagina você ter um patrimônio e, doze meses depois, esse patrimônio ser multiplicado por 2,6. Seria o mesmo que aplicar R$ 10 mil e receber R$ 26 mil depois de um ano. Quem apostou na alta deve estar comemorando. Mas essa maré não dura para sempre. Com o ajuste das expectativas e a chegada de novas informações (principalmente a cotação do petróleo), já na sexta-feira, 22 de abril, a Bolsa apresentava queda.

Quanto ao dólar, também em 20 de abril o que vimos foi uma elevação em relação ao dia 15, última cotação antes da votação. Esse comportamento contrariou o esperado, provavelmente influenciado por questões internacionais como a espera por novas informações sobre a política econômica dos Estados Unidos.

Falências e Gestão - Renato Felipe Cobo

A falência de empresas não é nenhuma novidade para quem acompanha o ambiente empresarial. Não é de hoje que o SEBRAE realiza pesquisas sobre o assunto. Há, naturalmente, inúmeros motivos para o fechamento de uma empresa. Não é o propósito aqui enumerá-los, mas sim comentar, com base em um exemplo real, o quanto é complexa a gestão de uma empresa. 

Há um pouco mais de um mês a revista Automotive Business publicou uma reportagem sobre os planos da Marcopolo,uma das maiores fabricantes mundiais de carrocerias de ônibus, de lançar um veículo de pequeno porte para transporte coletivo, o Cinco. Com configurações de 13 a 20 assentos, o Cinco está mais para uma van do que para um ônibus, ou mesmo um micro-ônibus, os dois grandes produtos da empresa. 

Na verdade, o Cinco é um produto inédito para a companhia e, uma vez confirmado, não apenas marcará a entrada do grupo gaúcho em um mercado novo, como também ampliará o leque de produtos do grupo destinados ao transporte de grupos pequenos, fato importante para quem se considera um fabricante de “soluções para o transporte coletivo”, e não apenas um produtor de ônibus. 

Páginas