Meio ambiente de trabalho e o trabalho da mulher - Tania Regina Peixoto Barone

As mulheres sempre trabalharam, em casa, no campo e nas fábricas, entretanto, somente a partir do século passado verificamos que as mulheres brasileiras, cada vez mais escolarizadas, começam a ocupar postos de comando, com formação especializada, passando a dividir espaço e exercendo funções antes restritas, em sua grande maioria, aos homens.

Verificamos um aumento significativo de mulheres que trabalham, muitas delas assumindo a responsabilidade pelo sustento da família. Nos últimos anos o percentual passou de 8% em 1992 para 9,4% em 2009, segundo dados PNAD 2009.

Embora ainda recebam salário inferior, a diferença a mais da média salarial nos homens do Brasil, em relação à das mulheres, tem diminuído nas últimas décadas. A vantagem masculina era de 50% nos anos 1990, mas em março de 2006 o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher lançou o relatório “O Progresso das Mulheres no Brasil”, segundo o qual a diferença havia reduzido para 30%.

Essa luta constante das mulheres para ocupar melhores postos de trabalhos e respeito profissional, mereceu uma proteção especial do legislador. E ainda assim, estamos longe de atingir o respeito às garantias constitucionais e legais.

A mulher ainda sofre discriminação em seu ambiente de trabalho, o que muitas vezes interfere em sua produtividade. Um ambiente de trabalho saudável só se consegue com a saúde, a segurança e o respeito no ambiente em que se desenvolve o trabalho.

As feiras de ciências e tecnologia do UNIFESO na formação docente - Cláudia da Motta C. P. Alves

A organização de atividades práticas em espaços formais de educação tem proporcionado consideráveis avanços dentro da área do ensino de ciências por investigação. A construção do saber na escola se faz a partir do envolvimento do educando diante dos desafios do mundo que o cerca. O educando constrói conceitos a partir da compreensão da realidade, do entendimento conceitual e do desenvolvimento do processo de aprendizagem. Sabemos que a educação científica deve ocorrer a partir do exercício da indagação como ferramenta de investigação e ensino, em que o educando elabora suas concepções a partir da observação, da coleta de informações a respeito de suas indagações, e da reflexão diante das evidências e comprovações.

A realização das feiras de ciências e tecnologia do UNIFESO tem contribuído para a formação nos cursos de licenciatura em Pedagogia e Ciências Biológicas, na medida em que propõe a prática da investigação na educação básica integrada a uma formação profissional mais ampla e significativa. Tal proposta está de acordo com as considerações feitas por pesquisadores da área de ensino que defendem a necessidade de uma proposta metodológica pluralista para a educação científica, partindo do pressuposto de que todo o processo de aprendizagem é complexo, mutável e envolve múltiplos saberes.

Onde está o cidadão? - Yára da Rocha Medeiros

Prestar contas é um dever constitucional dos gestores públicos.

Através dessa determinação legal, o administrador público revela à sociedade todas as ações políticas governamentais praticadas durante seu período de gestão. Vários instrumentos legais de gestão são utilizados para auxiliar tanto ao gestor no cumprimento dessa tarefa quanto ao cidadão no conhecimento de tais ações.

Aos poucos o cidadão foi conquistando mais espaço nesse direito, ou seja, acesso à informação, garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, pelo Pacto dos Direito Civis e Políticos, pelas Convenções Regionais dos Direitos Humanos, pela Constituição Cidadã de 1988, pela Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF e, recentemente, pela Lei de Acesso à Informação – LAI, que em muitos municípios ainda depende de regulamentação.

A Lei de Responsabilidade Fiscal impõe a realização de relatórios de publicação obrigatória disponibilizada ao acesso público até trinta dias após o encerramento do período a que se refere. Vale acrescentar que o período de apuração determinado pela LRF é bimestral para o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) e quadrimestral para o Relatório Resumido de Gestão Fiscal (RRGF).

Procura-se feijão vivo ou morto - Roberta Montello Amaral

Nos últimos meses temos vivido tempos difíceis: aumento do desemprego, elevação dos preços, falta de dinheiro nas diversas esferas públicas. O primeiro grande problema dessa situação é gerar uma distorção geral dos preços relativos. Os preços relativos são os valores de um bem em relação aos demais, por exemplo: a quantidade de laranjas equivalentes a 1Kg de carne. Somente após conhecer esta relação é que, literalmente, podemos somar “laranjas com bananas” para saber como anda a economia. Normalmente os preços relativos são estáveis, ou seja, se a laranja subir, a carne também sobe, na mesma proporção. Pois esta relação anda meio tumultuada nos últimos tempos, resultado do desequilíbrio econômico no qual estamos inseridos. E eis que no mês de junho o grande vilão que contribuiu para manter esse ambiente de distorções foi o feijão. Resolvi investigar como este “bandido” tem se comportado em Teresópolis.

Palestra do curso de Direito

O curso de Direito promove a palestra “Colômbia na Atualidade: justiça de transição, processo de paz e a influência do passado”, no dia 30 de junho, a partir das 19h. A atividade acontece na Sala do Tribunal do Júri, no sexto andar do prédio Flavio Bortoluzzi de Souza, com a participação dos palestrantes Michel de La Rosa e Jose Carlos Sebe Bom Meihy.

Há seis anos... - ​Roberta Montello Amaral

Era uma vez um país em que era possível comprar, com R$ 100, 3Kg de carne, 4L de leite, 2Kg de feijão, 2Kg de arroz, 1Kg de farinha, 3Kg de batata, 5Kg de tomate, 3Kg de pão, 500g de café, 20 bananas, 1Kg de açúcar, 1 garrafa de óleo e 400g de manteiga. Seis anos e três meses depois, neste mesmo país, este conjunto de produtos custava R$ 205, mais do que o dobro.

Neste país, depois de pouco mais de seis anos, caso uma determinada família não tivesse mais do que R$ 100 para gastar com alimentação só poderia comprar: 1Kg de carne, 2L de leite, 1Kg de arroz, 1Kg de feijão, 1Kg de farinha, 1Kg de batata, 2Kg de tomate, 1Kg de pão, 500g de café, 20 bananas, 1Kg de açúcar, 1 garrafa de óleo e 250g de manteiga. Isso quer dizer que, neste país, a inflação, o aumento de preços, foi capaz de corroer a capacidade de compra dos salários de modo que, em menos de uma década, a mesma quantidade de moeda só conseguiria comprar metade dos produtos.

Você deve estar esperando as notícias boas, afinal, uma boa história sempre começa com uma situação negativa que vai melhorando com o passar do tempo. Mas isso não aconteceu. Na verdade, alguns dos cidadãos deste país comemoravam o fato de ainda serem capazes de comprar parte de seus alimentos, já que uma significativa parte de sua população economicamente ativa, cerca de 11%, ou seja, pouco mais de uma em cada 10 pessoas, não tinha renda, estava desempregada.

A crise política e o sistema eleitoral brasileiro - Igor Cervasio Gouvêa

  “... ora, os sistemas eleitorais não filtram caráter ou competência parlamentar, apenas traduzem a capacidade diferencial dos candidatos em acumular votos” (Wanderley Guilherme dos Santos).

 

Às 6h33mim do dia 12 de maio último,  o Senado federal aprovou — após mais de vinte horas de sessão — a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Foram 55 votos a favor e 22 contrários. A partir dessa data, a Casa tem 180 dias para julgar o mérito da questão e confirmar, ou não, o afastamento da presidente. Esse foi mais capítulo de uma grave crise política a qual o país atravessa e que teve início ainda durante a campanha eleitoral, quando a radicalização levou a uma situação de embate e tensão entre a chapa vencedora e a derrotada, ambas com seus respectivos aliados.

A posse da presidente não mudou tal cenário, ao contrário,  pois outros problemas surgiram, como a eleição do deputado Eduardo Cunha para presidência da Câmara dos Deputados, contrariando os interesses do governo. Entretanto, o início do fim se deu com o rompimento da presidente Dilma Rousseff com seu vice Michel Temer, o que acabou levando o PMDB — de forma lenta, porém inevitável — para a oposição, com todas as consequências que o ato acarretou.

(Re) pensando a educação no século XXI - Cristina Grigorowsky Botelho

A profissão de professor sempre exigiu muito dos seus integrantes, pois além de possuir a capacidade de ensinar, de saber interagir com os alunos, incentivar a motivação e a curiosidade de aprender dos mesmos, o professor precisava lidar com as diferenças de ordem étnica, social, religiosa, física e outras. Hoje tudo isso ainda é necessário, mas com um agravante: alunos que não frequentavam a escola devido às suas deficiências ou diferenças tornam-se cada vez mais frequentes nos bancos escolares. Isso vem contribuir para mais uma atribuição do professor: conhecer as diferenças dos alunos e saber quais são as suas necessidades educacionais específicas e assim poder ajudá-los da melhor forma possível. É uma tarefa árdua, dizem os educadores. Como lidar com essa nova realidade?

O retorno da CPMF - conhecendo o Estado brasileiro - Ricardo Pereira de Sousa Lobato

A Constituição Brasileira de 1988 traz em seu artigo 1º a seguinte redação: “Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito...”. Nessa concepção, os entes federativos (União, Estados, DF e Municípios) possuem uma esfera própria de atribuições exercidas com autonomia utilizando recursos financeiros próprios. Por conta disso, a Constituição Federal discriminou de forma rígida as receitas tributárias dos três níveis de governo de modo que cada ente federativo está autorizado, somente, à criação dos tributos previstos de forma expressa na Constituição Federal. Essa aptidão para a criação de tributos é denominada de competência tributária. Esse tema sempre que possível levo para a sala de aula, provocando meus alunos, estudantes dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito do UNIFESO a exporem suas ideias.

Entretanto, apesar da lei, sempre existiu um quadro de ineficiência do Estado na aplicação dos recursos arrecadados dos contribuintes, por meio dos tributos previstos. Não conseguindo cortar gastos públicos, o Estado direciona a conta para os contribuintes, elevando a carga tributária dos impostos e contribuições já previstos e criando novas cobranças para serem suportadas pela população.  A atual proposta em discussão para resolver esta questão é o retorno da CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira).

Café Pedagógico do CCHS

Com o tema “Inclusão e Acessibilidade Plena”, acontece no dia 25 de junho o Café Pedagógico do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS) do UNIFESO. A atividade acontece no Auditório do Campus FESO Pro Arte, a partir das 9h, e vai tratar de temas como “Estatuto da pessoa com deficiência”, “Indicadores do MEC” e “Acessibilidade Arquitetônica no UNIFESO”. 

Tema: Inclusão e Acessibilidade Plena
 
Data: 25/06
Horário: Das 9h às 13h
Local: Auditório do Campus FESO Pro Arte
 
Programação:
9h - Abertura - Profa. Ana Maria Gomes de Almeida
9h15 - Estatuto da pessoa com deficiência - Profa. Caroline da Rosa Pinheiro
10h - Indicadores do MEC - Profa. Ana Maria Gomes de Almeida
10h30 - Intervalo
10h45 - Acessibilidade Arquitetônica no UNIFESO - Engenheira de Segurança do Trabalho  Ludmylla Bastos Rocha de Souza
11h15 - Estrutura e atendimento no NAPPA - Profa. Gicele Faissal de Carvalho e Pedagoga Rosângela Pimentel Guimarães Crisóstomo
12h - Plenária
13h - Encerramento

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