Quem quer ser Professor levanta a mão! - Mônica de Souza Corrêa

A minha curiosidade neste questionamento: Quem quer ser Professor levanta a mão! ocorreu em uma roda de conversa com dez alunos do Ensino Médio. Ao perguntar aos estudantes quem vai fazer, por primeira opção de vestibular, alguma carreira na área de licenciatura como: História, Geografia, Pedagogia... espantei-me, pois somente um aluno ergueu a mão.  Mas todos tinham em comum o desejo de cursar o ensino superior, embora nem todos tenham se decidido pela carreira que querem seguir. E ainda outros estavam com dúvidas, tensões e dilemas sobre o que desejam ser profissionalmente. 
 
Mas ter dúvida não é ruim. Questionar e aprender a ler a própria realidade é construir uma opinião, é ter pensamento crítico. A dúvida faz parte da vida. 
 
Nesta conversa vi uma oportunidade de falar do meu orgulho, prazer e felicidade em ser professora do curso de graduação em Pedagogia do UNIFESO. E ao mesmo tempo estava refletindo sobre minha prática e meu compromisso com a profissão que escolhi. Isso porque considero de grande responsabilidade o que faço. E naquele momento estava lançando uma “semente” na conversa com aqueles jovens cheios de esperanças, dúvidas, expectativas e entusiasmo como se estivesse em solo fértil, onde deveria semear as melhores sementes. 
 
Quando eu falo que a profissão docente é importante, me refiro ao educador como um profissional comprometido, um “operário do conhecimento” que constrói o saber com o outro e para o outro.  
 
Como aprender a ser um “operário do conhecimento” se poucos desejam ser professores? Aprender a ensinar?

Equiparação entre a Sucessão do Cônjuge e do Companheiro pelo Supremo Tribunal Federal - Litiane Motta Marins Araújo

No dia 10 de maio de 2017, o Supremo Tribunal Federal do nosso país decidiu uma questão polêmica quanto à sucessão dos companheiros (não casados) que possuíam direitos diferentes do cônjuge (casados). Tema devidamente criticado pela doutrina jurídica diante do reconhecimento da união estável, como entidade familiar, pela Constituição Federal de 1988.
 
Necessário lembrar que o atual Código Civil reconheceu o cônjuge como herdeiro necessário (aqueles que, de acordo com a lei, têm direito à herança independentemente da vontade do falecido), concorrendo com descendentes (filhos, netos e bisnetos, consecutivamente) e ascendentes (pais, avós, bisavós, consecutivamente) enquanto os companheiros receberam a posição de herdeiro especial com critérios diferentes do cônjuge.
 
A trajetória do reconhecimento da união estável passou por alterações relevantes diante de uma grande transformação cultural da sociedade.
 
A primeira Legislação que atribuiu direitos aos Companheiros foi a Lei 8971, de 29 de setembro de 1994, que passou a garantir o direito à metade dos bens comuns adquiridos pelos conviventes (companheiros), bem como concedeu aos companheiros direito à herança.

Crise e Oportunidades - Renato Felipe Cobo

Em tempos nebulosos e agitados como o atual, as crises política e econômica dominam a vida social brasileira. Desemprego, escândalos, corrupção e as propostas de Reformas Trabalhista e Previdenciária estão presentes no noticiário da mídia nacional.  
 
Mas crises também podem trazer oportunidades de mudanças. No campo econômico, por exemplo, o frigorífico Minerva anunciou a aquisição das operações do grupo JBS na Argentina, Paraguai e Uruguai. Um precisa se preparar para tempos difíceis, enquanto o outro viu a possibilidade de expandir seus negócios no exterior a partir da dificuldade do rival. Transação rápida e praticamente à vista, noticiou o Valor Econômico (edição de 07/06/2017). 
 
Naturalmente, nenhum empresário decide fazer um investimento no exterior do porte feito pelo grupo Minerva rapidamente, sem uma longa análise estratégica prévia. A decisão de crescer na América do Sul, região com forte tradição na exportação e consumo de carne bovina, foi tomada há algum tempo, e o momento muito peculiar vivido pelo rival apenas facilitou a implementação de tal decisão.

Acende a fogueira, S. João - Roberta Montello Amaral

“O balão tá subindo, tá caindo a garoa, o céu é tão lindo e a noite é tão boa...”♫
 
Hoje eu estou animada!  No próximo final de semana é a festa junina da escola das crianças e já estou entrando no clima!  E, como sempre, fico pensando em como me programar para esta festividade.  Como tenho sempre advogado aqui nesta coluna, precisamos nos programar para tudo!  É claro que nem sempre a realidade sai como o esperado, mas, na grande maioria das vezes, fazer uma prévia nos traz muitas vantagens!
 
Para isso, neste mês, resolvi olhar a inflação dos produtos oferecidos nas festas juninas e julianas (e, em alguns lugares, nas agostinhas também!).  Como já sabemos de outrora, a inflação é o aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços.  Sendo assim, geralmente falamos de variações de preço de todos os produtos em geral.  Mas, neste mês, com o auxílio da base de dados coletada pelos alunos dos cursos de Administração e Ciências Contábeis do UNIFESO, vamos falar de dois produtos muito consumidos nestes festejos: milho e salsicha!

Avaliação Docente

 
 
Avaliação Docente e Autoavaliação em todos os cursos de graduação.
 
Este é um momento importante para a comunidade acadêmica. Participe!
 
Data: 08 a 24 de maio.
 
Local: A avaliação será realizada nos Laboratórios de Informática de acordo com as orientações da coordenação de cada curso.

Curso de Extensão: Direito Previdenciário Aplicado

Coordenador: Prof. Dr. Caio Márcio Gutterres Taranto.
 
Datas: 13/05, 17/05, 10/06 e 24/06.
 
Local: Campus Antonio Paulo Capanema de Souza, Av. Alberto Torres, 111 - Alto, Prédio Flávio Bortoluzzi - sala 401.
 
Horário: de 9h às 16h.
 
Publico Alvo: Estudantes de direito, egressos, advogados e servidores públicos.
 
Objetivo: preparar e reciclar o profissional da área jurídica para atuação em demandas relativas ao Regime Geral de Previdência Social.
 
Inscrição: www.UNIFESO.edu.br

Crianças superdotadas: mitos e verdades - Maria Terezinha Espinosa de Oliveira

O pensamento popular em relação às crianças superdotadas está fortemente enraizado em estereótipos muitas vezes errôneos. Imagina-se aquela criança de classe média alta, com ótimos resultados na escola e que se destaca com um potencial promissor.  Isso é um mito! Nos últimos anos em muitos países a atenção para os estudantes talentosos tem crescido significativamente. A sociedade do conhecimento e o grande desenvolvimento tecnológico das últimas décadas ampliou o interesse por uma nova riqueza relacionada ao capital intelectual. Com isso programas dedicados às pessoas talentosas estão sendo criados levando-se em conta que a Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que em média 5% da população tem algum tipo de superdotação. 
 
A superdotação ainda é vista como algo raro e muitos se espantam diante de uma criança ou adolescente diagnosticada como superdotada. Na verdade, os superdotados estão em diferentes culturas, etnias, sexo e classes sociais. Estudiosos afirmam que o conhecimento sobre as pessoas com altas habilidades/superdotação está impregnado de mitos, dos quais pretendo aqui apresentar alguns para a reflexão do leitor(a).
 
Um deles refere-se ao uso dos termos superdotado e gênio como sinônimos. A característica do gênio está relacionada aos casos de indivíduos que tenham dado contribuições originais e de valor para a sociedade na área científica ou artística. Por exemplo Mozart e Leonardo da Vinci. A criatividade do gênio pode levar à quebra de paradigmas ou a estabelecer novos conceitos. Já o superdotado tem um potencial, e demonstra um contínuo em termos de habilidades em alguma área, superior à média.

13 de dezembro: o dia da maldade na história brasileira - Erika Kubik da Costa Pinto

Coincidência ou não, na mesma data em que o Ato Institucional nº 5 completou 48 anos, o Senado Federal, sob a presidência de Renan Calheiros, aprovou a tão discutida PEC 55 (que tramitou pela Câmara dos Deputados como PEC 241). Os dois acontecimentos representam rupturas históricas na ordem política nacional com reflexos imediatos nos direitos fundamentais dos brasileiros, com mais uma coisa em comum: a amplitude temporal desse impacto. O AI-5 irradiou efeitos sociais e políticos nefastos por quase duas décadas.

Economia e o índice Big Mac - Danilo Amaral da Fonseca e Roberta Montello Amaral

Semana passada esta coluna apresentou um caso prático de distorção de preços em nossa cidade. Nesta semana resolvemos investigar se este fenômeno é local ou também acontece ao redor do mundo. Para isso resolvemos recorrer à teoria da Paridade do Poder de Compra, que considera que um mesmo produto vendido em qualquer parte do mundo, ao ser convertido para a mesma moeda, deve ter o mesmo valor. Em economia classifica-se este produto como homogêneo. Dificilmente podemos verificar essa situação na prática porque não é tarefa fácil achar produtos homogêneos ao redor do mundo. Um dos poucos produtos considerados homogêneos é o hambúrguer Big Mac. Ele se encaixa nas características de um produto homogêneo, ou seja, é um produto padronizado e praticamente idêntico em qualquer país em que é vendido.
 
Criado em 1986 pela revista The Economist, o Índice Big Mac tem o objetivo de realizar um cálculo de taxa de câmbio correlacionando-o com o PIB per capita dos países analisados. Esse índice faz um levantamento de 53 países que possuem lojas da rede de fastfood Mc Donald’s. Utiliza-se o preço local do sanduíche em cada um desses países para fazer uma relação com as taxas de câmbio praticadas. Com este cálculo torna-se possível encontrar o valor do hambúrguer de cada país ao ser convertido para dólar, moeda escolhida como base para todo o cálculo do índice.

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