A importância das empresas familiares no Brasil e seu peculiar processo de sucessão: uma breve reflexão - Priscila Pereira Fernandes

Infelizmente, no Brasil, não temos uma cultura empreendedora. O colonialismo escravocrata foi abolido, mas seu legado maléfico perdura na sociedade ainda nos dias de hoje. Acaba que nosso maior incentivo ao empreendedorismo vem das crises econômicas que o país enfrenta. Isso mesmo! Nosso empreendedorismo vem da necessidade e não da educação! O indivíduo perde o emprego na crise e faz um bolo para vender e sobreviver, o negócio cresce e ele monta sua loja de bolos. Esse é o perfil do nosso empreendedor. Como consequência, a maioria das pequenas empresas fecham antes do seu terceiro ano de vida. E as que sobrevivem pela habilidade inata do empreendedor terão no momento da sucessão um grande desafio. É nesse momento da empresa que focaremos nossa reflexão, dado que as empresas familiares brasileiras correspondem a 90% das empresas brasileiras, 20% do Produto Interno Bruto – PIB e 70% da geração de emprego no país.
 
Segundo J.B.Lodi, o ciclo de vida das empresas familiares constitui-se de 4 fases: fundação, crescimento, apogeu e declínio. O declínio ocorre no momento da sucessão por vários motivos tais como: falta de planejamento do processo, incompatibilidade de visão entre fundadores e sucessores, despreparo da família para a sucessão, centralização do poder pelo fundador, excesso de herdeiros, rivalidade entre herdeiros, desinteresse dos sucessores pelo negócio.

Economia e Criminalidade em Teresópolis - Roberta Montello Amaral

Não é novidade nenhuma que nossa cidade tem índices de criminalidade bem menores do que os da capital do Estado.  Segundo notícia veiculada em junho deste ano no site G1, Teresópolis é a cidade mais pacífica do estado e a 10ª do país.  Estudos acadêmicos também confirmam essa condição.  Recentemente realizei uma investigação com apoio do UNIFESO, que será apresentada em um Congresso, e que conclui que Teresópolis ainda possui uma situação confortável no que diz respeito à segurança pública, mas é possível que, se não houver foco no combate às intercorrências relativas a estelionato, apreensão de drogas, lesão corporal e ameaças, num espaço de tempo relativamente curto estas ocorrências podem crescer e passar a representar um problema para o Município.  Mas será que isso é fruto do acaso?  O que será que acontece em Teresópolis e nas demais cidades da região serrana (Petrópolis e Nova Friburgo ocupam o segundo e o terceiro lugar, respectivamente, no Estado do RJ) que nos tornam privilegiados em relação a este quesito? Será que este cenário também está ligado a questões econômicas?  Foi o que resolvi investigar nesta semana.
 
Já não é novidade que coordeno a realização da pesquisa de preços IPC-FESO, o índice de preços ao consumidor de Teresópolis, feita com a ajuda dos alunos de Administração e Ciências Contábeis do UNIFESO.  Será que este indicador pode ter alguma relação com os indicadores de criminalidade de nossa cidade? Também não é novidade que nosso País está em meio a uma crise econômica e que ela tem gerado aumento na criminalidade.  Resolvi, então, averiguar o comportamento conjunto dessas duas medidas.  Na Figura abaixo é apresentada a evolução mensal de alguns indicadores escolhidos.

Formação de Professores Formadores: uma proposta baseada na metodologia por Projetos de Trabalho no Curso de Pedagogia/UNIFESO - Gisela Guedes Duarte Silva de Oliveira

As inquietações em relação à formação inicial e também continuada de professores na contemporaneidade decorrem de um cenário específico em que discutimos as novas exigências da escola para o século XXI e os desafios do ensino superior em um contexto de profundas transformações das condições sociais e políticas da sociedade. Desta forma, estas questões revestem-se de importância para mim como pesquisadora em função de minha trajetória profissional, primeiro como aluna do Curso de Pedagogia/UNIFESO em 1998 e como docente com experiência na rede pública e particular de ensino do município de Teresópolis/RJ. Como professora da educação básica, orientadora pedagógica e  integrante da equipe pedagógica da Secretaria Municipal de Educação – SME - de Teresópolis, no período de 2012 a 2015, conhecendo de perto a realidade educacional de ensino do município, que, em diversos momentos, revelou fragilidades e avanços em relação à formação de professores, fiquei mobilizada pelo interesse em pesquisar a formação inicial desse profissional e, principalmente, buscando conhecer quem são os sujeitos formadores dos futuros professores.
 
Dentro desse contexto, tive a oportunidade, no período de outubro de 2016 a março de 2017, fazer minha pesquisa para o curso de Mestrado em Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Petrópolis analisando como acontece a formação continuada dos professores formadores do Curso de Pedagogia/UNIFESO. Esta se apoia nos princípios da articulação entre teoria e prática, da participação dos docentes e discentes em um processo mútuo de troca de experiências e saberes, promovendo uma mudança na maneira de pensar e repensar a formação de professores e o currículo na prática pedagógica.

Papel de seda na janela - Carmem Lucia Quintana Pinto

A lembrança do papel de seda, vermelho, em formato de flor, casa, nuvem e tudo o que a memória insiste em reproduzir - talvez criar - veio através de uma aluna do primeiro período do curso de Ciências Contábeis do UNIFESO. 
 
Contou, com voz embriagada por uma doce e nostálgica felicidade, que o que lhe ficara da longínqua pátria onde estudara as primeiras letras fora uma janela que se abria para um céu quase sempre cinzento, em cuja vidraça os alunos colavam imagens vermelhas recortadas em folhas de papel de seda. 
 
Sua recordação bailava entre crianças que se sentavam no chão para recortar figuras no vermelho, odores das carteiras de madeira, frio do tapete de borracha e desejo da luz no vermelho. Sensações que misturavam vozes, cinzas, galhos de árvore, risos baixos, pedaços de vermelho, raios de sol, tesoura fria.
 
Tudo contou, com brilho nos negros olhos de vinte e poucos anos, enfatizando que recortar o papel era antecipar o prazer da janela decorada contra o céu cinzento do inverno à espera da luz fraca do sol, milagre capaz de dar vida à figura. 
 
Percorri os caminhos de sua imaginação e, quando ela se calou, perguntei-lhe por que todas as crianças recortavam papéis vermelhos e por que eles só eram colados nas janelas. Ela me respondeu que assim ficava tão bonito que era impossível esquecer. Só isto: tão bonito que sempre se repetia, a cada ano, num processo de renovar-se para não deixar esquecer. 
 
A lembrança assaltou-me neste inverno que se inicia e se mesclou às matrizes do pensamento e da linguagem, objeto de trabalho de quem envereda pelos caminhos da Comunicação. 
 
Como produzir presença em momentos em que a comunicação não se faz face a face? Como aquecer a comunicação quando a distância física e temporal cada vez mais se faz presente? Como, enfim, entender que smartfhones roubam a cena e a atenção até de grupos que se encontram reunidos na praça de alimentação de um shopping?

Quem quer ser Professor levanta a mão! - Mônica de Souza Corrêa

A minha curiosidade neste questionamento: Quem quer ser Professor levanta a mão! ocorreu em uma roda de conversa com dez alunos do Ensino Médio. Ao perguntar aos estudantes quem vai fazer, por primeira opção de vestibular, alguma carreira na área de licenciatura como: História, Geografia, Pedagogia... espantei-me, pois somente um aluno ergueu a mão.  Mas todos tinham em comum o desejo de cursar o ensino superior, embora nem todos tenham se decidido pela carreira que querem seguir. E ainda outros estavam com dúvidas, tensões e dilemas sobre o que desejam ser profissionalmente. 
 
Mas ter dúvida não é ruim. Questionar e aprender a ler a própria realidade é construir uma opinião, é ter pensamento crítico. A dúvida faz parte da vida. 
 
Nesta conversa vi uma oportunidade de falar do meu orgulho, prazer e felicidade em ser professora do curso de graduação em Pedagogia do UNIFESO. E ao mesmo tempo estava refletindo sobre minha prática e meu compromisso com a profissão que escolhi. Isso porque considero de grande responsabilidade o que faço. E naquele momento estava lançando uma “semente” na conversa com aqueles jovens cheios de esperanças, dúvidas, expectativas e entusiasmo como se estivesse em solo fértil, onde deveria semear as melhores sementes. 
 
Quando eu falo que a profissão docente é importante, me refiro ao educador como um profissional comprometido, um “operário do conhecimento” que constrói o saber com o outro e para o outro.  
 
Como aprender a ser um “operário do conhecimento” se poucos desejam ser professores? Aprender a ensinar?

Equiparação entre a Sucessão do Cônjuge e do Companheiro pelo Supremo Tribunal Federal - Litiane Motta Marins Araújo

No dia 10 de maio de 2017, o Supremo Tribunal Federal do nosso país decidiu uma questão polêmica quanto à sucessão dos companheiros (não casados) que possuíam direitos diferentes do cônjuge (casados). Tema devidamente criticado pela doutrina jurídica diante do reconhecimento da união estável, como entidade familiar, pela Constituição Federal de 1988.
 
Necessário lembrar que o atual Código Civil reconheceu o cônjuge como herdeiro necessário (aqueles que, de acordo com a lei, têm direito à herança independentemente da vontade do falecido), concorrendo com descendentes (filhos, netos e bisnetos, consecutivamente) e ascendentes (pais, avós, bisavós, consecutivamente) enquanto os companheiros receberam a posição de herdeiro especial com critérios diferentes do cônjuge.
 
A trajetória do reconhecimento da união estável passou por alterações relevantes diante de uma grande transformação cultural da sociedade.
 
A primeira Legislação que atribuiu direitos aos Companheiros foi a Lei 8971, de 29 de setembro de 1994, que passou a garantir o direito à metade dos bens comuns adquiridos pelos conviventes (companheiros), bem como concedeu aos companheiros direito à herança.

Crise e Oportunidades - Renato Felipe Cobo

Em tempos nebulosos e agitados como o atual, as crises política e econômica dominam a vida social brasileira. Desemprego, escândalos, corrupção e as propostas de Reformas Trabalhista e Previdenciária estão presentes no noticiário da mídia nacional.  
 
Mas crises também podem trazer oportunidades de mudanças. No campo econômico, por exemplo, o frigorífico Minerva anunciou a aquisição das operações do grupo JBS na Argentina, Paraguai e Uruguai. Um precisa se preparar para tempos difíceis, enquanto o outro viu a possibilidade de expandir seus negócios no exterior a partir da dificuldade do rival. Transação rápida e praticamente à vista, noticiou o Valor Econômico (edição de 07/06/2017). 
 
Naturalmente, nenhum empresário decide fazer um investimento no exterior do porte feito pelo grupo Minerva rapidamente, sem uma longa análise estratégica prévia. A decisão de crescer na América do Sul, região com forte tradição na exportação e consumo de carne bovina, foi tomada há algum tempo, e o momento muito peculiar vivido pelo rival apenas facilitou a implementação de tal decisão.

Acende a fogueira, S. João - Roberta Montello Amaral

“O balão tá subindo, tá caindo a garoa, o céu é tão lindo e a noite é tão boa...”♫
 
Hoje eu estou animada!  No próximo final de semana é a festa junina da escola das crianças e já estou entrando no clima!  E, como sempre, fico pensando em como me programar para esta festividade.  Como tenho sempre advogado aqui nesta coluna, precisamos nos programar para tudo!  É claro que nem sempre a realidade sai como o esperado, mas, na grande maioria das vezes, fazer uma prévia nos traz muitas vantagens!
 
Para isso, neste mês, resolvi olhar a inflação dos produtos oferecidos nas festas juninas e julianas (e, em alguns lugares, nas agostinhas também!).  Como já sabemos de outrora, a inflação é o aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços.  Sendo assim, geralmente falamos de variações de preço de todos os produtos em geral.  Mas, neste mês, com o auxílio da base de dados coletada pelos alunos dos cursos de Administração e Ciências Contábeis do UNIFESO, vamos falar de dois produtos muito consumidos nestes festejos: milho e salsicha!

Avaliação Docente

 
 
Avaliação Docente e Autoavaliação em todos os cursos de graduação.
 
Este é um momento importante para a comunidade acadêmica. Participe!
 
Data: 08 a 24 de maio.
 
Local: A avaliação será realizada nos Laboratórios de Informática de acordo com as orientações da coordenação de cada curso.

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